Barco-hospital Papa Francisco é alvo de denúncia por descarte de lixo hospitalar em rio de Santarém, no Pará
29/06/2026
(Foto: Reprodução) Seringas e agulhas são descartadas de forma irregular em rio
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A população ribeirinha da comunidade Correio do Tapará, em Santarém, no oeste do Pará, denunciou o descarte irregular de lixo hospitalar perigoso no rio que banha a região. O material teria sido supostamente jogado nas águas pela tripulação do barco-hospital Papa Francisco após uma ação de saúde realizada neste fim de semana na comunidade vizinha de Paracari. A administração da unidade médica fluvial informou que está apurando o caso.
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Durante a passagem da embarcação pela região, foram realizados diversos procedimentos médicos, incluindo cirurgias e extrações. Apesar de reconhecerem a importância dos serviços prestados, os moradores expressaram forte indignação com a atitude após a ação médica.
Fotos e vídeos feitos por comunitários mostram que os resíduos perigosos gerados nos atendimentos, como seringas com agulhas, foram lançados diretamente na água corrente.
"As pessoas fazem o atendimento em prol da saúde da população e logo em seguida elas descartam material hospitalar, tem seringas lá com agulhas. Isso causa um grande prejuízo à população da comunidade e a toda a população ribeirinha", desabafou um morador em um vídeo gravado.
Ribeirinhos denunciam risco ambiental após descarte de lixo hospitalar em rio de Santarém
Os ribeirinhos denunciam que o descarte irregular representa um risco ao meio ambiente e à saúde das comunidades. Segundo eles, o material já provoca mau cheiro na área e aumenta a preocupação com uma possível contaminação dos peixes, principal fonte de alimento e renda das famílias que vivem às margens do rio.
Diante do flagrante, os moradores acionaram a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) e exigem que a coordenação da embarcação seja responsabilizada pelo despejo.
O que diz a administração do barco
O g1 entrou em contato com a administração do barco-hospital Papa Francisco para questionar as acusações. Em nota, a coordenação informou que está analisando a situação.
"A nossa administração já está em contato com nossa assessoria jurídica a responder essa questão. Estamos averiguando", limitou-se a dizer o comunicado.
Colaborou Adriana Marinho/ TV Tapajós
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